O Sertão como eu vejo
Calyne Porto de
Oliveira
Para mim e muitos outros jovens,
o Sertão é apresentado como aquela terra seca, onde o solo é pedregoso, há
pouquíssima chuva durante o ano, com o clima caracterizado pelas altas
temperaturas. Lugar onde encontramos plantas aparentemente sem vida e, nas
estradas, cadáveres de animais que morreram de fome e sede devido à seca que
castiga a região.
Terra de pobreza e miséria. De
um povo sem acesso à educação e por muitos visto como sem "cultura".
Povo esse de numerosas famílias. Muitas crianças.
Particularmente, creio que
nosso Sertão Nordestino não se resume única e exclusivamente a tudo isso que
foi falado.
Seu clima e sua paisagem têm
suas peculiares belezas, de que são exemplo a catingueira, o mandacaru e o xique-xique.
É impressionante como aquelas plantas, que mais parecem estar mortas,
sobrevivem à seca e com uma chuvinha "renascem" e enverdecem. E como
os animais são resistentes! O povo, com sua capacidade de adaptação ao clima, é
acolhedor, sábio e humilde.
Além disso, o Sertão não está
"eternamente" em seca, seca e mais seca. Há seus momentos chuvosos e
de temperaturas menos elevadas. Seu povo estuda e é de grande cultura.
Aos meus olhos, nosso dever é,
através de nossas crônicas, que serão transformadas em livro, desmitificar a
ideia de Sertão como apenas terra seca, mostrando que ele vai muito além disso.
Ajudar a acabar com essa mania nossa e dos outros de ver o Sertão de modo
errado.
23/11/15
Nenhum comentário:
Postar um comentário